Qual o Valor da Pensão por Morte em 2026? Veja Como o INSS Faz o Cálculo - Taveira Advogados - Advocacia Previdenciária - Especialistas em INSS
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Qual o Valor da Pensão por Morte em 2026? Veja Como o INSS Faz o Cálculo


O valor da pensão por morte em 2026 depende de vários fatores. Entre os principais estão a data do falecimento, o valor da aposentadoria que a pessoa falecida recebia ou teria direito a receber, a quantidade de dependentes habilitados e a existência de dependente inválido ou com deficiência.

Depois da Reforma da Previdência, o cálculo mudou significativamente. Para a maioria dos óbitos ocorridos a partir de 14 de novembro de 2019, a pensão deixou de corresponder automaticamente a 100% da aposentadoria do segurado.

Em 2026, a regra geral utiliza uma cota familiar de 50%, acrescida de 10% para cada dependente, até o limite de 100%. Entretanto, essa porcentagem é apenas uma parte do cálculo. Antes dela, é necessário descobrir qual será a base utilizada pelo INSS.

Neste conteúdo, você entenderá passo a passo como calcular a pensão por morte em 2026, quanto uma viúva ou um viúvo pode receber, como funciona o cálculo quando existem filhos, qual é o valor mínimo, quais situações permitem 100% da base e o que observar quando o valor concedido pelo INSS parecer incorreto.

Qual é o valor da pensão por morte em 2026?

Não existe um único valor de pensão por morte válido para todas as famílias. O benefício é calculado individualmente de acordo com a situação previdenciária do segurado falecido e de seus dependentes.

Para os óbitos ocorridos a partir de 14 de novembro de 2019, a regra geral prevista no artigo 23 da Emenda Constitucional 103 de 2019 determina uma cota inicial de 50%, acrescida de 10 pontos percentuais por dependente.

Na prática, a porcentagem normalmente funciona assim:

  • 1 dependente: 60% da base de cálculo.
  • 2 dependentes: 70% da base de cálculo.
  • 3 dependentes: 80% da base de cálculo.
  • 4 dependentes: 90% da base de cálculo.
  • 5 ou mais dependentes: 100% da base de cálculo.

Essa é uma das informações mais importantes para entender a pensão por morte, mas existe um detalhe que frequentemente gera confusão: a porcentagem não é necessariamente aplicada sobre o último salário da pessoa que faleceu.

Como o INSS calcula a pensão por morte em 2026?

O cálculo pode ser compreendido em duas etapas principais. Primeiro é necessário encontrar a base da pensão. Depois, aplica-se sobre essa base a porcentagem correspondente à quantidade de dependentes.

Primeira etapa: descobrir a base de cálculo

Se o segurado já era aposentado quando faleceu, a referência será, em regra, o valor da aposentadoria que ele recebia.

Se o segurado ainda não era aposentado, o INSS precisa calcular quanto ele teria direito a receber se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do falecimento.

Essa diferença é fundamental. Por isso, duas pessoas que possuíam salários parecidos antes do falecimento podem gerar pensões com valores bastante diferentes.

Segunda etapa: aplicar a cota familiar

Depois de encontrada a base da pensão, o INSS aplica a regra de 50% mais 10% por dependente.

Imagine, por exemplo, um segurado que recebia aposentadoria de R$ 4.000,00 e deixou somente a esposa como dependente.

Existe 1 dependente. Portanto:

  • Cota familiar inicial: 50%.
  • Cota referente ao dependente: 10%.
  • Percentual total: 60%.
  • Base considerada: R$ 4.000,00.
  • Valor da pensão: R$ 2.400,00.

Esse exemplo demonstra por que a frase "a viúva recebe a aposentadoria inteira do marido" não representa corretamente a regra geral atual.

Tabela da pensão por morte em 2026 por número de dependentes

Considerando as regras aplicáveis aos óbitos posteriores à Reforma da Previdência, a porcentagem pode ser visualizada da seguinte maneira:

  • 1 dependente: 60%.
  • 2 dependentes: 70%.
  • 3 dependentes: 80%.
  • 4 dependentes: 90%.
  • 5 dependentes: 100%.
  • 6 ou mais dependentes: permanece limitada a 100%.

O próprio INSS explica oficialmente o cálculo da pensão por morte e confirma a aplicação dessa cota familiar para falecimentos ocorridos a partir de 14 de novembro de 2019.

Qual é o valor mínimo da pensão por morte em 2026?

Em 2026, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621,00. O valor está vigente desde 1 de janeiro de 2026.

Segundo as informações oficiais do INSS, o valor total do benefício de pensão por morte não pode ser inferior a um salário mínimo.

Isso significa que, se a aplicação da regra percentual produzir inicialmente um resultado abaixo do piso previdenciário, deverá ser observado o valor mínimo aplicável ao benefício.

Qual é o teto do INSS em 2026?

A mesma Portaria Interministerial estabeleceu que, a partir de 1 de janeiro de 2026, o salário de benefício e o salário de contribuição do RGPS não podem ser superiores a R$ 8.475,55.

Esse teto é importante em diferentes etapas dos cálculos previdenciários e também possui relevância especial quando existe dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave.

Quanto a viúva recebe de pensão por morte em 2026?

Uma das pesquisas mais comuns é quanto a viúva recebe de pensão por morte. A resposta depende principalmente da base de cálculo e do número de dependentes existentes.

Se a esposa for a única dependente e o falecimento estiver sujeito às regras posteriores à Reforma da Previdência, a regra geral corresponde a 60% da base da pensão.

Como funciona a divisão da pensão entre esposa e filhos?

Quando existem vários dependentes da mesma classe, o valor da pensão é rateado entre eles em partes iguais.

Imagine que o falecido recebia aposentadoria de R$ 5.000,00 e deixou esposa e 2 filhos menores.

São 3 dependentes. A porcentagem total será de 80%.

R$ 5.000,00 x 80% = R$ 4.000,00.

Os R$ 4.000,00 serão divididos entre os 3 dependentes habilitados. Nesse exemplo simplificado, cada um receberia aproximadamente R$ 1.333,33 enquanto todos mantivessem a qualidade de dependente.

É importante não confundir o piso do benefício com um salário mínimo individual para cada dependente. O salário mínimo é uma referência para o valor global do benefício, e não uma garantia de um salário mínimo para cada cota individual.

Quando um filho deixa de receber, a parte dele passa para os outros?

Esta é uma das mudanças mais relevantes trazidas pela Reforma da Previdência.

Nas pensões submetidas à regra atual, quando um dependente perde essa condição, sua cota individual não é automaticamente transferida aos demais dependentes.

O artigo 23 da Emenda Constitucional 103 estabelece que as cotas cessam com a perda da qualidade de dependente e não são reversíveis aos demais, ressalvadas as regras específicas previstas na própria Emenda.

Quando a pensão por morte pode ser de 100%?

Embora a regra geral utilize 50% mais 10% por dependente, existem situações em que o valor pode alcançar 100% da base considerada.

Cinco ou mais dependentes

Com 5 dependentes, a conta alcança o limite máximo:

50% mais 50% correspondentes às 5 cotas de 10% resulta em 100%.

Dependente inválido ou com deficiência

A Emenda Constitucional 103 criou uma regra diferenciada quando existe dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave.

Nessa hipótese, a pensão corresponde a 100% da aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito por incapacidade permanente, até o limite máximo do RGPS.

Para valores que ultrapassem o teto previdenciário, a legislação estabelece metodologia específica.

Quando deixa de existir dependente enquadrado nessa condição especial, o benefício pode ser recalculado conforme a regra geral de 50% mais 10% por dependente.

Se o falecido ainda trabalhava, como é calculada a pensão?

Esse é um dos pontos mais importantes e menos compreendidos no cálculo.

Se a pessoa ainda não recebia aposentadoria, o INSS não utiliza simplesmente o último salário recebido. Primeiro é necessário encontrar o valor da aposentadoria por incapacidade permanente que seria devida na data do óbito.

Somente depois dessa apuração é aplicada a cota familiar correspondente ao número de dependentes.

Como é formada a aposentadoria por incapacidade usada como referência?

Para benefícios submetidos às regras posteriores à Reforma da Previdência, a aposentadoria por incapacidade permanente normalmente parte da média dos salários de contribuição considerados pela legislação.

A regra geral do RGPS corresponde a 60% dessa média, acrescida de 2 pontos percentuais para cada ano de contribuição que ultrapassar 15 anos para a mulher e 20 anos para o homem, observadas as hipóteses especiais previstas na legislação.

Quando a incapacidade decorre de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, existem regras específicas que podem levar a 100% da média.

Por isso, o cálculo de uma pensão de segurado que faleceu sem estar aposentado pode ser consideravelmente mais complexo.

A pensão por morte é calculada sobre o último salário?

Não necessariamente. Essa é uma das confusões mais frequentes.

Se o falecido já recebia aposentadoria, a aposentadoria será utilizada como referência. Se ainda não era aposentado, será necessário calcular o benefício por incapacidade permanente hipotético previsto pelas regras previdenciárias.

Portanto, alguém que recebia salário de R$ 6.000,00 no emprego não necessariamente deixará uma pensão calculada diretamente sobre R$ 6.000,00.

Quem tem direito à pensão por morte do INSS?

A pensão por morte é destinada aos dependentes do segurado falecido que preencham os requisitos previdenciários.

O INSS organiza os dependentes em classes.

Primeira classe

  • Cônjuge.
  • Companheira ou companheiro.
  • Filho não emancipado menor de 21 anos.
  • Filho inválido.
  • Filho com deficiência intelectual, mental ou grave, conforme os requisitos legais.

A dependência econômica dos integrantes dessa classe é, em regra, presumida.

Segunda classe

Na ausência de dependentes da primeira classe, os pais podem buscar o benefício, desde que comprovem a dependência econômica exigida pela legislação.

Terceira classe

Na ausência das classes anteriores, podem existir situações envolvendo irmãos não emancipados menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência prevista em lei, desde que comprovados os respectivos requisitos.

A existência de dependente de uma classe anterior exclui o direito dos integrantes das classes posteriores.

União estável dá direito à pensão por morte?

Sim. O companheiro ou a companheira pode ter direito à pensão por morte mesmo sem casamento civil, desde que a união estável existente na data do falecimento seja devidamente comprovada.

O ponto mais importante costuma ser justamente a produção de provas da união estável. Documentos contemporâneos ao relacionamento podem ser relevantes para demonstrar convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituição familiar.

Cada caso deve ser analisado de acordo com sua documentação e com o período envolvido.

Ex esposa ou ex marido pode receber pensão por morte?

Existem situações em que ex cônjuge ou ex companheiro pode ter direito ao benefício, especialmente quando havia recebimento de pensão alimentícia ou quando estão presentes outras circunstâncias reconhecidas pela legislação previdenciária.

Esse tipo de caso exige análise individual porque a separação, a situação econômica existente antes do óbito e os documentos disponíveis podem influenciar diretamente o reconhecimento do direito.

Pensão por morte é para sempre?

Nem sempre. A duração do benefício depende do tipo de dependente e, no caso de cônjuge ou companheiro, de fatores como idade na data do falecimento, duração da relação e quantidade de contribuições realizadas pelo segurado.

Para óbitos ocorridos a partir de 1 de janeiro de 2021, cumpridos os requisitos para aplicação das durações correspondentes, o INSS apresenta a seguinte referência para cônjuge ou companheiro:

  • Menos de 22 anos: 3 anos.
  • De 22 a 27 anos: 6 anos.
  • De 28 a 30 anos: 10 anos.
  • De 31 a 41 anos: 15 anos.
  • De 42 a 44 anos: 20 anos.
  • A partir de 45 anos: benefício vitalício, desde que atendidos os demais requisitos legais.

Quando o cônjuge pode receber a pensão por apenas 4 meses?

Existem situações em que a duração da pensão para cônjuge ou companheiro pode ser limitada a 4 meses.

Isso pode ocorrer, em linhas gerais, quando não foram realizadas pelo menos 18 contribuições mensais pelo segurado ou quando o casamento ou união estável possuía menos de 2 anos na data do óbito, ressalvadas as exceções previstas na legislação, inclusive relacionadas a acidente.

Por isso, valor e duração da pensão são questões diferentes. Uma pessoa pode ter direito ao benefício, mas recebê-lo por período determinado.

Até quando o filho recebe pensão por morte?

Em regra, o filho recebe sua cota até completar 21 anos de idade.

A legislação previdenciária prevê exceções relacionadas ao filho inválido ou com deficiência, desde que preenchidos os requisitos aplicáveis ao caso.

Quando o filho deixa de possuir a qualidade de dependente, sua cota pode cessar e o valor global da pensão pode ser recalculado.

Filho que estuda na faculdade recebe pensão até os 24 anos?

Em regra, não. Essa é uma dúvida bastante comum porque determinadas obrigações alimentares do Direito de Família podem continuar durante os estudos.

Na pensão por morte previdenciária do INSS, entretanto, a regra geral para o filho é o encerramento aos 21 anos, independentemente de estar cursando faculdade, ressalvadas as hipóteses legais relacionadas à invalidez ou deficiência.

Quem recebe pensão por morte pode trabalhar?

Em regra, o recebimento da pensão por morte não impede automaticamente que o beneficiário trabalhe.

A pessoa pode exercer atividade remunerada e continuar recebendo a pensão enquanto mantiver os requisitos que deram origem ao benefício.

Situações específicas envolvendo invalidez, deficiência, outros benefícios ou alterações na condição do dependente merecem análise individual.

Quem recebe aposentadoria pode receber pensão por morte?

Em determinadas situações, sim. A Reforma da Previdência permite algumas formas de acumulação de pensão por morte com aposentadoria, mas o beneficiário nem sempre recebe integralmente os dois valores.

O artigo 24 da Emenda Constitucional 103 prevê que o benefício mais vantajoso seja recebido integralmente e que sejam aplicados percentuais sobre determinadas faixas do benefício de menor valor.

As faixas são calculadas utilizando o salário mínimo como referência.

  • 100% da parcela equivalente a até 1 salário mínimo.
  • 60% da parcela que exceder 1 salário mínimo até 2 salários mínimos.
  • 40% da parcela que exceder 2 salários mínimos até 3 salários mínimos.
  • 20% da parcela que exceder 3 salários mínimos até 4 salários mínimos.
  • 10% da parcela que ultrapassar 4 salários mínimos.

Isso significa que dizer simplesmente que "quem é aposentado recebe metade da pensão" também está incorreto. O cálculo depende dos valores envolvidos e das faixas previstas na legislação.

A pensão por morte pode ser menor que o salário mínimo?

O benefício global de pensão por morte pago pelo INSS está submetido à proteção do piso previdenciário. A página oficial do INSS informa que o valor da pensão por morte não será inferior a 1 salário mínimo.

Entretanto, quando existem vários dependentes e ocorre o rateio da pensão, a parcela individual recebida por cada dependente pode ser inferior ao salário mínimo.

Essa diferença é essencial para evitar interpretações equivocadas.

Quem recebia um salário mínimo deixa pensão de quanto?

Essa pergunta precisa ser analisada com cuidado porque receber um salário mínimo como remuneração não significa necessariamente possuir uma base previdenciária exatamente igual ao salário mínimo.

Além disso, quando a pessoa ainda não era aposentada, o INSS precisa calcular a aposentadoria por incapacidade permanente hipotética antes de aplicar a cota da pensão.

Quando o resultado global do benefício estiver protegido pelo piso previdenciário, deve ser observado o salário mínimo vigente. Em 2026, esse valor é R$ 1.621,00.

A pensão de quem morreu antes da Reforma da Previdência tem o mesmo cálculo?

Não. A data do óbito é determinante para identificar a legislação aplicável.

Segundo o INSS, para óbitos anteriores a 14 de novembro de 2019, a renda mensal inicial da pensão correspondia, em regra, a 100% da aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez.

Para óbitos ocorridos a partir de 14 de novembro de 2019, passou a prevalecer a regra de 50% mais 10% por dependente, ressalvadas as exceções.

Portanto, não é correto aplicar automaticamente a regra de 2026 a uma pensão cujo fato gerador ocorreu antes da Reforma.

O valor de uma pensão antiga pode ser reduzido porque a lei mudou?

A simples mudança legislativa não significa que todas as pensões concedidas anteriormente devam ser recalculadas pela nova fórmula.

Em matéria previdenciária, a data do fato gerador possui grande importância. Benefícios relacionados a óbitos anteriores à Reforma devem ser analisados conforme as regras aplicáveis à época e eventuais direitos adquiridos.

O que pode fazer o INSS calcular a pensão com valor errado?

Existem diferentes situações capazes de gerar divergências no cálculo. Nem toda diferença significa necessariamente erro do INSS, mas determinados pontos merecem atenção.

  • Vínculos de trabalho ausentes no CNIS.
  • Salários de contribuição registrados incorretamente.
  • Contribuições não reconhecidas.
  • Períodos rurais não considerados quando juridicamente cabíveis.
  • Aplicação incorreta da regra correspondente à data do óbito.
  • Quantidade incorreta de dependentes considerados.
  • Erro na identificação da aposentadoria utilizada como base.
  • Ausência de análise de condição especial de dependente inválido ou com deficiência.
  • Divergência na aplicação das regras de acumulação de benefícios.

Em casos assim, simplesmente comparar o valor da pensão com o último salário do falecido normalmente não é suficiente.

Como conferir se o valor da pensão por morte está correto?

Uma conferência adequada deve começar pela identificação de todos os elementos utilizados pelo INSS.

  1. Confirme a data do falecimento.
  2. Identifique qual legislação deveria ter sido aplicada.
  3. Verifique se o falecido já recebia aposentadoria.
  4. Se não recebia, analise a base contributiva utilizada pelo INSS.
  5. Confira os salários de contribuição registrados no CNIS.
  6. Verifique quantos dependentes foram habilitados.
  7. Confirme a porcentagem aplicada à pensão.
  8. Analise se existe dependente inválido ou com deficiência enquadrada na legislação.
  9. Confira eventual acumulação com aposentadoria ou outra pensão.
  10. Compare o cálculo realizado com a carta de concessão e demais documentos previdenciários.

Uma análise previdenciária completa costuma exigir mais do que uma calculadora simples, principalmente quando o segurado ainda não estava aposentado.

Se houver dúvida sobre a fórmula utilizada pelo INSS, a Taveira Advogados pode analisar a documentação previdenciária e esclarecer quais regras são aplicáveis ao caso concreto.

Quais documentos ajudam a conferir o cálculo?

A documentação varia conforme o caso, mas alguns documentos costumam ser especialmente relevantes.

  • Carta de concessão da pensão por morte.
  • Memória de cálculo do benefício.
  • Extrato do CNIS da pessoa falecida.
  • Carta de concessão da aposentadoria do falecido, caso ele fosse aposentado.
  • Histórico de créditos do benefício.
  • Carteiras de trabalho.
  • Comprovantes de contribuições previdenciárias.
  • Certidão de óbito.
  • Documentos dos dependentes.
  • Documentos relacionados à invalidez ou deficiência, quando aplicável.

É possível pedir revisão do valor da pensão por morte?

Dependendo da origem da divergência, pode existir possibilidade de revisão. Isso não significa que toda pensão tenha algum valor adicional a receber.

Primeiro é necessário verificar se houve efetivamente erro na concessão, período não reconhecido, salário de contribuição incorreto ou aplicação inadequada da legislação.

Também é essencial analisar os prazos aplicáveis à revisão e à cobrança de eventuais diferenças, porque questões previdenciárias podem estar sujeitas a decadência ou prescrição conforme a natureza do pedido.

Pensão por morte tem décimo terceiro?

Em regra, os beneficiários de pensão por morte previdenciária do INSS recebem abono anual, conhecido popularmente como décimo terceiro do INSS, observadas as regras vigentes e a proporcionalidade quando aplicável.

O calendário e a eventual antecipação do pagamento podem ser definidos pelo Governo Federal a cada exercício.

A pensão por morte aumenta todos os anos?

Os benefícios previdenciários são reajustados conforme as regras legais aplicáveis. Em 2026, a Portaria Interministerial MPS/MF 13 determinou reajuste de 3,90% para os benefícios do INSS abrangidos pela regra geral de reajustamento, com percentuais proporcionais específicos para benefícios iniciados durante 2025.

Quem recebe benefício equivalente ao salário mínimo passa a observar o novo piso nacional de R$ 1.621,00 em 2026.

Por isso, o reajuste exato pode variar conforme o valor e a data de início do benefício.

Qual é a diferença entre valor da pensão e cota de cada dependente?

O valor total da pensão é primeiro calculado com base na aposentadoria do segurado ou na aposentadoria por incapacidade permanente hipotética e na quantidade de dependentes.

Depois, o valor é rateado entre os dependentes que possuem direito ao benefício.

Consequentemente, uma pensão total de R$ 4.000,00 não significa que cada dependente receberá R$ 4.000,00.

O valor da pensão pode mudar depois da concessão?

Sim. O valor pode sofrer alterações por diferentes razões.

  • Reajustes previdenciários anuais.
  • Perda da qualidade de dependente.
  • Cessação da cota de um filho.
  • Alteração relacionada a dependente inválido ou com deficiência.
  • Habilitação de outro dependente, quando juridicamente cabível.
  • Revisão administrativa ou judicial do benefício.

Portanto, o valor recebido no primeiro pagamento não necessariamente permanecerá idêntico durante toda a duração da pensão.

Existe prazo para pedir pensão por morte?

O direito de requerer o benefício deve ser diferenciado da data a partir da qual os pagamentos serão devidos. O momento em que o pedido é apresentado pode influenciar os efeitos financeiros.

A Lei 8.213 de 1991 estabelece regras específicas para a data de início da pensão conforme o prazo em que o requerimento é realizado e a condição do dependente.

Em 2026, o Superior Tribunal de Justiça também consolidou entendimento relevante sobre os efeitos financeiros para menores de 16 anos. O Tema 1421 confirmou a aplicação da regra introduzida pela Lei 13.846 de 2019, segundo a qual a retroação ao óbito para filhos menores de 16 anos depende da apresentação do requerimento no prazo legal de 180 dias.

Por isso, deixar o pedido para muito tempo depois pode produzir consequências financeiras importantes.

Como solicitar a pensão por morte?

O requerimento pode ser realizado pelos canais oficiais do INSS, inclusive pelo Meu INSS, quando disponível para a situação do interessado.

Antes do protocolo, é importante reunir documentos capazes de demonstrar tanto o falecimento quanto a condição de dependente e, quando necessário, a dependência econômica.

Problemas de documentação são particularmente relevantes em casos de união estável, dependência econômica dos pais, irmãos, enteados, menores tutelados e situações envolvendo invalidez ou deficiência.

FAQ - Perguntas frequentes 

Casar novamente faz perder a pensão por morte?

O novo casamento, por si só, não é uma causa automática de cancelamento da pensão por morte do RGPS concedida ao cônjuge ou companheiro. É necessário analisar a espécie do benefício e a legislação aplicável.


União estável dá pensão por morte?

Sim. Companheiro ou companheira pode possuir direito ao benefício, desde que consiga comprovar a união estável existente na data do falecimento e sejam preenchidos os demais requisitos previdenciários.


O INSS pode negar pensão por falta de contribuição?

A análise não depende apenas de contribuição no mês imediatamente anterior ao óbito. Deve ser verificado se a pessoa falecida mantinha qualidade de segurado, estava dentro do período de graça, recebia benefício ou possuía situação capaz de assegurar o direito previdenciário.


Pensão por morte exige carência?

A pensão por morte não possui carência tradicional como alguns outros benefícios previdenciários. Entretanto, a quantidade de contribuições pode influenciar especialmente a duração da pensão destinada ao cônjuge ou companheiro.


A pensão por morte é vitalícia para qualquer viúva?

Não. Para óbitos ocorridos a partir de 2021, cumpridos os demais requisitos, a pensão vitalícia para cônjuge ou companheiro está relacionada, em regra, à idade de 45 anos ou mais na data do óbito. Outras situações podem modificar a duração.


A pensão por morte tem reajuste?

Sim. Os benefícios são reajustados conforme as normas previdenciárias. Em 2026, os benefícios abrangidos pela regra geral tiveram reajuste de 3,90%, enquanto benefícios iniciados durante 2025 podem observar percentuais proporcionais previstos na Portaria Interministerial MPS/MF 13.


Posso pedir revisão se achar que minha pensão está baixa?

É possível verificar se existe fundamento para revisão. Antes de qualquer pedido, recomenda-se conferir a memória de cálculo, o CNIS, os salários de contribuição, a regra aplicada e os prazos previdenciários pertinentes.


O valor mostrado no Meu INSS pode ser conferido?

Sim. Documentos como carta de concessão, memória de cálculo, CNIS e histórico do benefício permitem analisar os elementos utilizados pelo INSS.


Quanto tempo demora para começar a receber pensão por morte?

O tempo de análise pode variar conforme a documentação, a necessidade de exigências e a complexidade do pedido. Não existe um prazo prático idêntico para todos os requerimentos.

Conclusão

Em 2026, a regra geral da pensão por morte para óbitos ocorridos depois da Reforma da Previdência começa em 60% da base para 1 dependente e aumenta 10 pontos percentuais para cada novo dependente, chegando a 100% com 5 dependentes.

O salário mínimo de 2026 é de R$ 1.621,00 e o teto do RGPS é de R$ 8.475,55. Existem ainda regras especiais para dependentes inválidos ou com deficiência e regras próprias para acumulação da pensão com outros benefícios.

Mais importante do que aplicar uma porcentagem é descobrir se o INSS utilizou corretamente a base do benefício, o histórico contributivo, a quantidade de dependentes e a legislação correspondente à data do falecimento. É essa análise completa que permite saber quanto a pensão realmente deveria representar em cada situação.

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