Artrose e artrite: quando o desgaste nas articulações garante benefício do INSS - Taveira Advogados - Advocacia Previdenciária - Especialistas em INSS
Auxílios

Artrose e artrite: quando o desgaste nas articulações garante benefício do INSS


Conviver com artrose ou artrite pode tornar tarefas simples cada vez mais difíceis. Caminhar, subir escadas, permanecer em pé, movimentar as mãos, carregar peso ou trabalhar sentado por várias horas podem causar dor intensa, rigidez e perda de força.

Apesar disso, receber o diagnóstico de uma doença nas articulações não garante automaticamente um benefício do INSS. O ponto principal analisado pela Previdência Social é o impacto real da condição sobre a capacidade de trabalho e, em algumas situações, sobre a participação da pessoa na vida em sociedade.

Dependendo da gravidade, da duração das limitações e da situação previdenciária do segurado, a artrose ou a artrite pode permitir a concessão de auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por incapacidade permanente, auxílio-acidente, BPC ou aposentadoria da pessoa com deficiência.

Neste artigo, será explicado quando as doenças articulares podem gerar proteção previdenciária, quais documentos ajudam a demonstrar a incapacidade e o que fazer quando o pedido é negado.

Qual é a diferença entre artrose e artrite?

Embora os nomes sejam parecidos e ambas afetem as articulações, artrose e artrite não são exatamente a mesma doença. Conhecer essa diferença ajuda a compreender os sintomas, o tratamento e a forma como as limitações podem ser avaliadas pelo INSS.

O que é artrose?

A artrose, também chamada de osteoartrite ou osteoartrose, é uma doença relacionada à degeneração das estruturas que formam a articulação. Ela pode comprometer a cartilagem, os ossos e outros tecidos próximos.

A condição aparece com frequência nos joelhos, quadris, coluna, mãos e pés. Conforme o quadro avança, a pessoa pode apresentar dor, rigidez, dificuldade para se movimentar, perda de força e redução da amplitude dos movimentos.

O que é artrite?

Artrite é um termo utilizado para indicar a existência de inflamação em uma ou mais articulações. Existem diferentes tipos de artrite, com causas e evoluções distintas.

Entre elas estão a artrite reumatoide, a artrite psoriásica, a artrite infecciosa, a artrite gotosa e outras doenças inflamatórias. A artrite reumatoide, por exemplo, é uma doença crônica e autoimune, na qual o próprio sistema de defesa do organismo ataca estruturas das articulações.

Os sintomas podem incluir dor, inchaço, calor local, rigidez prolongada, fadiga e dificuldade para movimentar as articulações. Em casos mais avançados, podem surgir deformidades e limitações permanentes.

Artrose e artrite garantem benefício do INSS automaticamente?

Não existe benefício automático apenas pela apresentação de um diagnóstico. Duas pessoas com a mesma doença podem ter limitações completamente diferentes.

Uma pessoa com artrose leve no joelho pode conseguir trabalhar normalmente com tratamento e adaptações. Outra, com artrose avançada nos dois joelhos, pode não conseguir caminhar, permanecer em pé ou realizar atividades que exijam esforço físico.

Por isso, o INSS não avalia somente o nome da doença ou o código CID. A análise considera principalmente:

  • A gravidade dos sintomas.
  • As articulações comprometidas.
  • A evolução da doença.
  • O tipo de trabalho realizado.
  • As exigências físicas e mentais da profissão.
  • Os tratamentos já realizados.
  • A resposta aos medicamentos e às terapias.
  • A possibilidade de adaptação ou reabilitação profissional.
  • A idade, escolaridade e experiência profissional do segurado.
  • A duração provável das limitações.

Assim, o elemento central não é somente a existência da artrose ou da artrite. É necessário demonstrar que a doença provoca incapacidade para o trabalho ou impedimento relevante e duradouro, de acordo com o benefício solicitado.

Quais benefícios do INSS podem ser concedidos?

As doenças articulares podem estar relacionadas a diferentes benefícios. A escolha depende da intensidade das limitações, da possibilidade de recuperação, da origem do problema e do histórico de contribuições.

Auxílio por incapacidade temporária

O auxílio por incapacidade temporária, conhecido anteriormente como auxílio-doença, pode ser concedido quando o segurado fica temporariamente incapaz para exercer seu trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.

Esse benefício pode ser adequado, por exemplo, para uma pessoa com artrite em fase de intensa atividade inflamatória, artrose agravada, necessidade de cirurgia, recuperação de procedimento ortopédico ou crise que impeça temporariamente o exercício profissional.

De acordo com o portal oficial do INSS, os requisitos gerais são:

  • Possuir qualidade de segurado.
  • Comprovar incapacidade temporária para o trabalho ou atividade habitual.
  • Apresentar afastamento superior a 15 dias consecutivos.
  • Cumprir, em regra, a carência de 12 contribuições mensais.

A carência pode ser dispensada em situações específicas, como acidente de qualquer natureza, doença profissional ou doença relacionada ao trabalho. A análise deve ser feita individualmente.

Caso a dor, a rigidez ou a perda de mobilidade estejam impedindo o trabalho, é possível solicitar uma análise previdenciária da documentação médica e do histórico de contribuições.

Aposentadoria por incapacidade permanente

A aposentadoria por incapacidade permanente, antiga aposentadoria por invalidez, pode ser concedida quando o segurado está total e permanentemente incapaz para o trabalho e não pode ser reabilitado para outra atividade que garanta sua subsistência.

Não basta demonstrar que a pessoa não consegue mais exercer a profissão anterior. O INSS também avalia se existe possibilidade concreta de reabilitação para outra ocupação compatível com suas condições pessoais.

Segundo a página oficial do INSS, a concessão depende da constatação da incapacidade permanente e da impossibilidade de reabilitação profissional.

Essa situação pode ocorrer em casos avançados de artrose ou artrite, especialmente quando existem:

  • Comprometimento de várias articulações.
  • Deformidades importantes.
  • Perda significativa de força ou mobilidade.
  • Dor crônica resistente ao tratamento.
  • Limitação para caminhar, sentar, permanecer em pé ou usar as mãos.
  • Cirurgias sem recuperação funcional suficiente.
  • Baixa possibilidade de adaptação a outra profissão.

A idade, a escolaridade, a experiência profissional e as limitações acumuladas também podem influenciar a avaliação da possibilidade de reabilitação.

Auxílio-acidente

O auxílio-acidente possui uma finalidade diferente. Ele pode ser devido quando, após a consolidação das lesões causadas por um acidente, permanecem sequelas definitivas que reduzem a capacidade para o trabalho habitualmente exercido.

Não é necessário estar totalmente incapaz. A pessoa pode continuar trabalhando, mas precisa comprovar que a sequela tornou sua atividade mais difícil, lenta, dolorosa ou limitada.

Um exemplo seria o trabalhador que sofre uma lesão grave no joelho, desenvolve desgaste articular secundário e, mesmo após o tratamento, permanece com limitação para agachar, caminhar ou carregar peso.

O auxílio-acidente não é concedido em razão do simples envelhecimento da articulação. Deve existir relação entre a sequela, o acidente e a redução permanente da capacidade profissional.

BPC para pessoa com deficiência

A pessoa com artrose ou artrite também pode avaliar o direito ao Benefício de Prestação Continuada, conhecido como BPC. Esse benefício assistencial não exige contribuições anteriores ao INSS.

Entretanto, ter uma doença crônica não é suficiente. É necessário comprovar a existência de impedimento de longo prazo que, em interação com barreiras, dificulte a participação plena e efetiva da pessoa na sociedade em igualdade de condições com as demais.

Também é preciso demonstrar situação de vulnerabilidade econômica da família, observados os critérios legais e a realidade concreta do grupo familiar.

A avaliação do BPC pode envolver perícia médica e avaliação social. São analisados aspectos como mobilidade, autonomia, acesso a tratamento, condições da residência, despesas médicas, apoio de terceiros e dificuldades enfrentadas no cotidiano.

Aposentadoria da pessoa com deficiência

Artrose ou artrite também podem, em determinadas situações, caracterizar uma deficiência para fins previdenciários. Isso não significa que toda pessoa com essas doenças terá direito à aposentadoria da pessoa com deficiência.

É necessário demonstrar um impedimento de longo prazo e comprovar que a pessoa trabalhou e contribuiu durante períodos em que já apresentava a deficiência.

A análise é realizada por avaliação biopsicossocial. Além dos documentos médicos, são consideradas as barreiras enfrentadas e a repercussão da condição na vida profissional e social.

Quais trabalhadores com artrose ou artrite podem ter mais dificuldade?

A incapacidade depende da relação entre a doença e as exigências da profissão. A mesma limitação pode ter impacto pequeno para uma atividade e impedir completamente outra.

Trabalhadores que realizam esforço físico intenso costumam sentir maior impacto quando a doença compromete joelhos, quadris, coluna, ombros, mãos ou punhos.

Entre as atividades que podem ser afetadas estão:

  • Pedreiros, serventes e trabalhadores da construção civil.
  • Trabalhadores rurais.
  • Domésticas, diaristas e profissionais de limpeza.
  • Motoristas e entregadores.
  • Operadores de máquinas.
  • Profissionais que carregam mercadorias.
  • Cozinheiros e auxiliares de cozinha.
  • Cabeleireiros e manicures.
  • Costureiras.
  • Profissionais da enfermagem.
  • Trabalhadores que permanecem muito tempo em pé.
  • Profissionais que realizam movimentos repetitivos com as mãos.

Atividades administrativas também podem ser comprometidas. A artrite nas mãos pode dificultar a digitação, enquanto a artrose na coluna ou no quadril pode impedir que a pessoa permaneça sentada durante toda a jornada.

Por isso, o relatório médico deve explicar não apenas o diagnóstico, mas quais movimentos e tarefas profissionais estão limitados.

Quais sintomas podem indicar incapacidade para o trabalho?

A intensidade da dor não é o único fator relevante. A perícia deve observar o conjunto de limitações funcionais apresentado pelo segurado.

Alguns sinais que podem interferir na capacidade profissional são:

  • Dor persistente durante ou após o esforço.
  • Rigidez ao acordar ou depois de permanecer parado.
  • Inchaço recorrente nas articulações.
  • Perda de força nas mãos ou nas pernas.
  • Dificuldade para segurar objetos.
  • Limitação para fechar ou abrir as mãos.
  • Dificuldade para caminhar ou subir escadas.
  • Necessidade de bengala, muleta ou andador.
  • Impossibilidade de permanecer em pé por períodos prolongados.
  • Dificuldade para permanecer sentado durante toda a jornada.
  • Limitação para agachar, ajoelhar ou carregar peso.
  • Deformidades articulares.
  • Fadiga intensa.
  • Efeitos colaterais dos medicamentos.

O segurado deve descrever suas dificuldades com clareza e sinceridade. Informações genéricas como dizer apenas que sente muita dor podem ser insuficientes para demonstrar o impacto funcional da doença.

Quais são os requisitos dos benefícios por incapacidade?

Para o auxílio por incapacidade temporária ou a aposentadoria por incapacidade permanente, geralmente é necessário preencher três requisitos centrais.

Qualidade de segurado

A qualidade de segurado indica que a pessoa está protegida pelo INSS. Ela pode ser mantida enquanto existem contribuições e, em determinados casos, durante um período posterior à interrupção dos pagamentos.

Esse período sem contribuição, mas ainda com proteção previdenciária, é conhecido como período de graça. Sua duração varia conforme o histórico do segurado e as circunstâncias do afastamento.

Carência

Em regra, os benefícios por incapacidade exigem 12 contribuições mensais. Existem exceções legais, especialmente nos casos de acidente e doença relacionada ao trabalho.

Artrose e artrite, por si só, não afastam automaticamente a carência. É necessário verificar a origem da incapacidade e o histórico de contribuições.

Incapacidade comprovada

A incapacidade precisa ser comprovada por documentos médicos e pela avaliação realizada no processo administrativo. O INSS examina se a pessoa consegue exercer sua atividade habitual e, nos casos mais graves, se pode ser reabilitada para outra profissão.

Quem já tinha artrose ou artrite antes de contribuir pode receber?

A doença anterior à filiação ao INSS pode dificultar a concessão, mas não impede o benefício em todas as situações. A legislação admite o direito quando a incapacidade surge em razão da progressão ou do agravamento da doença.

Isso significa que uma pessoa pode começar a contribuir já tendo artrose leve e, anos depois, desenvolver limitações graves que a impeçam de trabalhar. Nesse caso, é importante demonstrar que ela trabalhava normalmente no momento da filiação e que a incapacidade apareceu ou se agravou posteriormente.

Prontuários antigos, exames, registros profissionais, receitas, relatórios e a evolução do tratamento podem ajudar a identificar quando a incapacidade realmente começou.

Quais documentos médicos devem ser apresentados?

A qualidade da documentação pode fazer grande diferença na análise. Um atestado curto, contendo apenas o nome da doença e o código CID, pode não explicar por que o segurado está impossibilitado de trabalhar.

É recomendável apresentar:

  • Relatório médico atualizado.
  • Atestados de afastamento.
  • Exames de imagem, como radiografias, tomografias e ressonâncias.
  • Exames laboratoriais, quando relacionados ao diagnóstico.
  • Receitas e relação de medicamentos utilizados.
  • Prontuários e registros de consultas.
  • Comprovantes de fisioterapia e outros tratamentos.
  • Relatórios de ortopedista, reumatologista, fisiatra ou outros especialistas.
  • Documentos referentes a cirurgias e internações.
  • Relatórios sobre uso de bengala, muleta, órtese ou cadeira de rodas.

O que deve constar no relatório médico?

O relatório ideal deve ser legível, atualizado e suficientemente detalhado. Sempre que possível, deve informar:

  • Nome completo do paciente.
  • Diagnóstico e código CID, quando autorizado pelo paciente.
  • Data aproximada do início da doença.
  • Articulações comprometidas.
  • Sintomas e limitações funcionais.
  • Resultados dos exames.
  • Tratamentos realizados e resposta obtida.
  • Medicamentos utilizados e possíveis efeitos colaterais.
  • Cirurgias indicadas ou realizadas.
  • Prazo estimado de afastamento.
  • Prognóstico e possibilidade de recuperação.
  • Assinatura, identificação e registro do profissional.

O médico assistente não é obrigado a decidir qual benefício será concedido. Entretanto, pode descrever com precisão as limitações e indicar se existe necessidade de afastamento.

Antes de realizar o pedido, o segurado pode buscar orientação para organizar os documentos e identificar o benefício compatível com sua situação.

Como funciona a perícia do INSS?

O pedido de benefício por incapacidade pode ser iniciado pelo Meu INSS. Dependendo do procedimento disponível e da documentação apresentada, a análise pode ocorrer por documentos ou por perícia presencial.

Na avaliação, o perito não analisa somente se a doença existe. Ele procura verificar se a condição impede o exercício da atividade profissional pelo período exigido.

Durante a perícia, é importante informar:

  • Qual profissão é exercida.
  • Quais movimentos são exigidos diariamente.
  • Quando os sintomas começaram.
  • Como a doença evoluiu.
  • Quais tratamentos foram realizados.
  • Quais atividades não podem mais ser executadas.
  • Quanto tempo a pessoa consegue caminhar, sentar ou permanecer em pé.
  • Se existe dificuldade para dirigir, digitar, carregar peso ou usar ferramentas.

O segurado deve responder com objetividade, sem minimizar nem exagerar os sintomas. Também deve levar documentos organizados, preferencialmente em ordem cronológica.

O código CID garante a aprovação do benefício?

Não existe uma lista de códigos CID que garanta automaticamente benefício por artrose ou artrite. O CID ajuda a identificar o diagnóstico, mas não demonstra sozinho a incapacidade.

Algumas pessoas apresentam alterações importantes nos exames e mantêm capacidade para determinadas atividades. Outras possuem exames menos expressivos, mas enfrentam dor, rigidez e limitações incompatíveis com o trabalho.

Por isso, o relatório deve relacionar o diagnóstico às limitações concretas. Essa explicação costuma ser mais relevante do que a simples indicação do código da doença.

Artrose na coluna dá direito ao benefício?

A artrose na coluna pode gerar benefício quando provoca limitações que impedem a atividade habitual. A análise pode considerar dor persistente, restrição de movimentos, compressão de nervos, perda de força, formigamento e dificuldade para permanecer sentado ou em pé.

Alterações em exames de imagem são comuns e nem sempre causam incapacidade. Por essa razão, é importante demonstrar a correspondência entre os achados médicos, os sintomas e as exigências profissionais.

Artrose no joelho ou quadril pode aposentar?

Casos graves de artrose no joelho ou quadril podem levar à incapacidade permanente, mas a aposentadoria depende de avaliação individual. O INSS verifica a possibilidade de tratamento, cirurgia, recuperação e reabilitação para outra atividade.

A necessidade de prótese, o comprometimento dos dois lados, a limitação para caminhar e a falta de resposta ao tratamento podem fortalecer a demonstração da gravidade. Ainda assim, nenhum desses fatores isolados garante a aposentadoria.

Artrite reumatoide pode gerar aposentadoria?

A artrite reumatoide pode causar incapacidade temporária ou permanente, especialmente quando compromete várias articulações, provoca deformidades ou não responde adequadamente ao tratamento.

A aposentadoria pode ser considerada quando a pessoa não consegue exercer sua profissão e também não possui condições reais de reabilitação. A análise deve considerar o conjunto da doença, as condições pessoais e as limitações funcionais.

O que fazer quando o INSS nega o benefício?

A negativa não significa necessariamente que a pessoa não possui direito. O indeferimento pode ocorrer por diferentes motivos, como falta de qualidade de segurado, ausência de carência, documentos insuficientes ou conclusão pericial de capacidade para o trabalho.

Após receber a decisão, é importante verificar:

  1. Qual foi o motivo exato da negativa.
  2. Se o histórico de contribuições está correto.
  3. Se todos os vínculos aparecem no cadastro previdenciário.
  4. Se os documentos médicos descrevem as limitações.
  5. Se houve agravamento após a perícia.
  6. Se existe necessidade de novo pedido, recurso ou medida judicial.

É possível apresentar recurso administrativo ou discutir o caso judicialmente, conforme as circunstâncias. Na via judicial, pode ser realizada uma nova perícia por profissional nomeado pelo juízo.

A estratégia adequada depende da razão do indeferimento e das provas disponíveis. Uma análise individual do processo e da documentação pode esclarecer os próximos passos.

FAQ - Perguntas frequentes 

É necessário estar desempregado para pedir o benefício?

Não. O trabalhador empregado pode solicitar benefício por incapacidade quando precisa se afastar de suas atividades. Pessoas desempregadas também podem ter direito se ainda mantiverem a qualidade de segurado.


Quem nunca contribuiu para o INSS pode receber algum benefício?

Pode ser possível solicitar o BPC, desde que sejam preenchidos os critérios relacionados à deficiência e à vulnerabilidade econômica. O BPC é assistencial e não exige contribuições anteriores.


Um laudo particular é aceito pelo INSS?

Sim. Relatórios e exames emitidos por profissionais particulares podem ser apresentados. Contudo, o INSS realizará sua própria avaliação e não está obrigado a seguir automaticamente a conclusão do médico assistente.


Preciso apresentar exame de imagem?

Os exames de imagem podem ajudar a comprovar alterações nas articulações, mas devem ser avaliados junto com os sintomas, o exame clínico e as limitações funcionais. A incapacidade não é definida apenas pela radiografia ou ressonância.


Artrose causada por acidente pode gerar auxílio-acidente?

Pode, desde que exista relação entre o acidente e a sequela consolidada e permanente que reduziu a capacidade para o trabalho habitual. A análise depende da origem da lesão e das consequências profissionais.


O INSS pode conceder aposentadoria durante a perícia de auxílio temporário?

Sim. Durante a avaliação, o INSS pode concluir que a incapacidade é permanente e que não existe possibilidade de reabilitação. Nesse caso, poderá reconhecer a aposentadoria por incapacidade permanente, se os demais requisitos estiverem preenchidos.


Quem trabalha com esforço físico tem mais chance de receber?

A profissão influencia a análise porque as limitações precisam ser comparadas às tarefas realizadas. Entretanto, não existe aprovação automática para trabalhadores braçais. A incapacidade deve ser comprovada individualmente.


A doença precisa estar em estágio avançado?

Não necessariamente. O que importa é o impacto funcional. Uma doença classificada como moderada pode impedir uma atividade que exige força, precisão ou movimentos repetitivos, enquanto outra pessoa com alteração mais avançada pode permanecer capaz para uma função adaptada.


Posso trabalhar enquanto recebo auxílio por incapacidade temporária?

O benefício pressupõe incapacidade para a atividade que justificou o afastamento. O retorno ao trabalho sem regularização pode provocar questionamentos ou suspensão. Situações envolvendo mais de uma atividade profissional precisam ser analisadas com cuidado.


O benefício pode ser cancelado se houver melhora?

Sim. Os benefícios por incapacidade são mantidos enquanto persistirem as condições que justificaram sua concessão. O segurado pode ser convocado para nova avaliação, respeitadas as regras legais aplicáveis.


A artrose causada pelo trabalho pode dispensar carência?

Quando a incapacidade decorre de doença profissional ou do trabalho, pode haver dispensa da carência. É necessário demonstrar a relação entre a doença, as atividades exercidas e o ambiente de trabalho.

Conclusão

Artrose e artrite podem gerar direito a benefício do INSS, mas o diagnóstico não garante a concessão. O aspecto decisivo é a forma como a doença limita o trabalho, a autonomia ou a participação social da pessoa.

Dependendo do caso, podem ser analisados o auxílio por incapacidade temporária, a aposentadoria por incapacidade permanente, o auxílio-acidente, o BPC ou a aposentadoria da pessoa com deficiência.

A documentação médica deve apresentar a evolução da doença, os tratamentos realizados e as limitações funcionais. Também é necessário verificar a qualidade de segurado, a carência, o histórico contributivo e as exigências da profissão.

Cada situação exige uma avaliação individual. A combinação entre documentos médicos consistentes e informações previdenciárias corretas permite identificar com maior segurança qual proteção pode ser solicitada.

icon - Uma história construída sobre confiança e ética

Já são mais de 15 anos trabalhando com compromisso e com ética e prestando um atendimento completo e humanizado aos mais de 6.100 clientes que já contrataram os nossos serviços. Temos como pilares do nosso trabalho a lealdade, encantamento e eficiência. Aqui você é atendido com clareza, empatia e estratégia. Do diagnóstico ao resultado, sem promessas vazias.

Temos escritórios físicos em Anápolis (GO) e Ipameri (GO) e atendemos o Brasil inteiro e brasileiros no exterior. Com atendimento digital seguro, você envia documentos, recebe orientação clara e acompanha cada etapa do seu processo.

traco
Website desenvolvido por João Coutinho
zap Foto
×
...