6 Documentos para requerer o Salário Maternidade.
O salário-maternidade é um benefício essencial para garantir a renda da segurada do INSS durante o período de afastamento por parto, adoção ou aborto legal.
No entanto, para ter acesso ao benefício, é fundamental apresentar a documentação correta no momento do pedido.
Muitas mães enfrentam dificuldades na solicitação porque não sabem quais documentos são exigidos pelo INSS.
Então, se você precisa dar entrada no Salário Maternidade, acompanhe este artigo até o final.
Aqui, eu vou mostrar os 6 principais documentos para dar entrada no Salário Maternidade.
São eles:
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Documentos pessoais.
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Carteira de Trabalho.
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Certidão de nascimento.
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Certidão de óbito do bebê: Para casos de aborto legal ou natimorto.
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Guias de Recolhimento: MEIS, Contribuinte Individual e Contribuinte Facultativa.
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Termo de Guarda ou Adoção: Para mães adotantes ou Guardiãs Legais.
Com essas informações, você vai esclarecer todas as dúvidas sobre os documentos necessários para requerer o Salário Maternidade.
Então, vamos começar?
1. Documentos pessoais
Entre os documentos mais importantes estão os documentos pessoais.
Sem eles, o INSS pode recusar o pedido ou exigir complementação, aumentando o tempo de análise.
Portanto, não podem faltar:
RG
O Registro Geral (RG) é essencial para a identificação da segurada no INSS.
Ele deve estar legível, atualizado e em bom estado de conservação.
Caso o RG esteja muito antigo, pode ser necessário apresentar outro documento de identificação com foto, como:
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Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
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Passaporte
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Carteira de Trabalho Digital
Se o nome da segurada mudou devido a casamento ou divórcio, o ideal é apresentar documentos atualizados para evitar divergências no sistema do INSS.
CPF
O CPF é um documento obrigatório para qualquer solicitação no INSS.
Ele permite a identificação da segurada nos registros previdenciários.
Caso o número do CPF já esteja incluído no RG ou CNH, não há necessidade de apresentá-lo separadamente.
Se houver irregularidades, como suspensão ou pendências na Receita Federal, o benefício pode ser negado até a regularização do documento.
Comprovante de Residência
O comprovante de residência confirma o endereço da segurada e pode ser exigido pelo INSS para atualização cadastral.
São aceitos como comprovante:
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Conta de água, luz, telefone ou internet
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Fatura de cartão de crédito ou extrato bancário
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Declaração de residência assinada: Caso o comprovante esteja no nome de outra pessoa
O documento deve estar atualizado, preferencialmente dos últimos três meses.
Sem segredos né?
2. Carteira de Trabalho
Mais um documento crucial é a Carteira de Trabalho.
E você já vai entender o por quê.
A CTPS serve para demonstrar:
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O tempo de contribuição ao INSS
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O vínculo empregatício no momento do afastamento
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A categoria da segurada: Empregada, autônoma, contribuinte individual ou facultativa
Se a segurada não tiver registro em carteira, será necessário apresentar outros documentos que comprovem o pagamento das contribuições ao INSS.
Carteira de Trabalho Física e Digital: Qual apresentar?
Atualmente, o INSS utiliza a Carteira de Trabalho Digital para verificar os registros empregatícios.
No entanto, em alguns casos, a versão física ainda pode ser solicitada.
Empregadas com registro em CTPS
Devem apresentar a Carteira de Trabalho Digital pelo aplicativo ou site do gov.br.
Se houver divergências nos registros digitais, o INSS pode solicitar a versão física da carteira
Trabalhadoras Autônomas e MEIS
A carteira pode não conter vínculo empregatício, mas ainda é um documento útil.
Devem apresentar também guias de recolhimento do INSS para comprovar as contribuições.
Se houver registros em mais de uma empresa, é essencial verificar se todas as informações estão corretas.
O que fazer se houver erros na CTPS?
Erros nos registros da Carteira de Trabalho Digital podem levar à negativa do benefício.
Algumas falhas comuns incluem:
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Datas erradas de admissão ou demissão
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Falta de registros de vínculo empregatício
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Divergências entre a carteira e o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais)
Se isso ocorrer, a segurada deve apresentar documentos complementares, como holerites e contracheques, contrato de trabalho e extrato do FGTS.
Muitas seguradas enfrentam dificuldades na concessão do salário-maternidade por erros nos registros, falta de informações na Carteira de Trabalho ou exigências indevidas do INSS.
Por isso, o mais recomendado, é contar com o auxílio de um bom advogado previdenciário para evitar complicações e garantir o seu direito ao benefício.
3. Certidão de nascimento
Um dos documentos mais importantes é a certidão de nascimento da criança.
Sem esse documento, o INSS pode negar o pedido ou exigir complementação, atrasando o pagamento do benefício.
Continue me acompanhando para entender melhor.
A Certidão de Nascimento comprova o nascimento da criança e o direito da segurada ao salário-maternidade.
O INSS exige esse documento para confirmar:
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A data do nascimento e o início do direito ao benefício
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O vínculo entre mãe e filho, garantindo que o pedido seja legítimo
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Se há filhos adotivos ou guarda judicial, nos casos específicos de adoção
Quando a Certidão de Nascimento deve ser apresentada?
O pedido do salário-maternidade pode ser feito antes ou depois do nascimento da criança.
Se o pedido for feito após o parto:
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A Certidão de Nascimento é obrigatória para comprovar o nascimento
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O benefício será pago a partir da data do parto
Se o pedido for feito antes do parto:
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Não é necessário apresentar a Certidão de Nascimento imediatamente
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Após o nascimento, a segurada deve enviar o documento para comprovação
Em todos os casos, a certidão deve ser original ou cópia autenticada, evitando problemas com a análise do INSS.
E se a Certidão de Nascimento ainda não estiver pronta
Em algumas situações, a segurada pode ter dificuldades para obter a Certidão de Nascimento imediatamente.
Se isso acontecer, é possível apresentar:
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Declaração de Nascido Vivo (DNV), emitida pelo hospital ou maternidade
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Atestado médico comprovando o parto
No entanto, esses documentos são aceitos apenas provisoriamente. O INSS pode solicitar a Certidão de Nascimento para finalizar o processo.
Tudo bem até aqui?
4. Certidão de Óbito do bebê: Para casos de aborto legal ou natimorto
O salário maternidade é um direito das seguradas do INSS, inclusive em casos de aborto legal ou natimorto.
Muitas mulheres não sabem que, mesmo diante dessa situação delicada, ainda podem solicitar o benefício.
Salário Maternidade para casos de aborto legal ou natimorto:
A legislação previdenciária prevê que o salário-maternidade seja concedido também nos casos de:
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Natimorto: Bebê que falece após 20 semanas de gestação ou no momento do parto
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Aborto legal: Quando ocorre em casos previstos na lei, como estupro, risco de vida para a mãe ou anencefalia do feto
Nessas situações, o direito ao benefício não é automático.
A segurada precisa reunir os documentos corretos para comprovar o ocorrido e apresentar o pedido ao INSS.
Logo, nos casos de aborto legal ou natimorto, os documentos essenciais são:
Certidão de óbito do bebê: Para natimorto
A certidão de óbito do bebê é o principal documento nesses casos.
Ele comprova que a gestação chegou ao fim, mas o bebê não sobreviveu.
Esse documento é emitido pelo cartório com base na Declaração de Óbito (DO) fornecida pelo hospital ou unidade de saúde
Atestado Médico: Para casos de aborto legal
Se o caso for de aborto legal, a segurada deve apresentar um atestado médico informando:
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O motivo do aborto
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A idade gestacional
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O Código Internacional de Doenças (CID)
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A assinatura e o carimbo do médico responsável
Esse documento serve para comprovar que a segurada passou pelo procedimento de forma legal e dentro dos critérios exigidos pelo INSS.
Mas, infelizmente, o pedido de salário maternidade em casos de natimorto ou aborto legal pode ser mais burocrático do que deveria.
Por isso, o mais recomendado é buscar o auxílio de um advogado previdenciário para garantir que toda a documentação esteja correta antes da solicitação.
5. Guias de Recolhimento: MEI, Contribuinte Individual e Contribuinte Facultativa
A Guia da Previdência Social (GPS) ou o DAS MEI são essenciais para as seguradas que contribuem ao INSS de forma autônoma.
O documento comprova que os recolhimentos estão em dia e que a segurada cumpriu a carência necessária para receber o salário-maternidade.
As seguradas que devem apresentar esse documento são:
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Microempreendedora Individual (MEI): Recolhe pelo DAS MEI
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Contribuinte Individual: Paga pelo código 1007 ou 1163 da GPS
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Contribuinte Facultativa: Paga pelo código 1473 ou 1929 da GPS
Se houver atrasos nos pagamentos, o INSS pode negar o benefício. Fique atenta!
Como emitir a Guia de Recolhimento passo a passo:
Se você precisa emitir a Guia da Previdência Social (GPS) para comprovar suas contribuições, siga estes passos:
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Acesse o site do Meu INSS
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Faça login com seu CPF e senha
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No menu, clique em Emitir Guia de Pagamento (GPS)
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Escolha o tipo de contribuinte: Individual ou Facultativo
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Selecione o código correto (1007, 1163, 1473 ou 1929)
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Informe os meses que deseja pagar e gere a guia
Para MEI, a guia é emitida pelo Portal do Empreendedor, na seção PGMEI
E se você ficou com alguma dúvida nesse assunto, basta deixar nos comentários, combinado?
6. Termo de Guarda ou Adoção: Para mães adotantes ou Guardiãs Legais
Para dar entrada no benefício de Salário Maternidade, às mães adotantes ou guardiãs legais precisam apresentar documentos específicos.
Esses documentos variam, pois a situação de cada família pode ser diferente.
Além disso, contar com o auxílio de um advogado previdenciário pode fazer toda a diferença para garantir o direito ao benefício.
A seguir, vou explicar os principais documentos exigidos:
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Termo de Guarda ou Adoção: Para mães adotantes ou guardiãs legais, o principal documento é o termo de guarda ou o termo de adoção. Esses documentos comprovam a responsabilidade legal sobre a criança e são essenciais para que o benefício seja concedido
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Certidão de Nascimento: Assim como as mães biológicas, as mães adotantes ou guardiãs devem apresentar a certidão de nascimento da criança, que comprova a data de nascimento e a relação familiar
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Documentos Pessoais: A documentação pessoal da mãe, como CPF e RG, também é imprescindível. Estes documentos são necessários para a identificação e verificação de vínculos com a criança
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Comprovante de vínculo com a criança: No caso de mães que estão sob a guarda, é necessário apresentar um comprovante de vínculo familiar. Isso pode ser feito por meio de documentos que mostram o cuidado contínuo com a criança, como extratos bancários ou comprovantes de moradia em conjunto
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Laudo Médico: Para mães que adotam crianças com deficiência, um laudo médico detalhando a condição da criança pode ser necessário, dependendo do caso, para verificar se há alguma particularidade que altere o processo
?Anotou tudo aí?
Como você viu, a lei previdenciária é complexa, e pequenos detalhes podem fazer a diferença entre a aprovação ou a negativa do benefício.
Por isso, o mais recomendado é buscar o auxílio de um advogado previdenciário para analisar o seu caso de forma assertiva e orientar sobre quais documentos precisam ser apresentados, evitando contratempos e atrasos no processo.
Reunir todos os documentos necessários e contar com a ajuda de um advogado previdenciário você estará mais preparada para dar entrada no benefício de Salário Maternidade.
Isso garante que o direito seja reconhecido e que o processo seja mais tranquilo e eficiente.
Conclusão
Você chegou ao final dessa leitura e viu que mesmo a falta de um documento pode resultar no indeferimento do salário maternidade.
Felizmente, você está mais preparada para juntar toda a papelada necessária.
Só aqui neste post, eu mostrei os 6 principais documentos para requerer o salário maternidade:
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Documentos pessoais
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Carteira de Trabalho
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Certidão de nascimento
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Certidão de óbito do bebê: Para casos de aborto legal ou natimorto
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Guias de Recolhimento: MEIS, Contribuinte Individual e Contribuinte Facultativa
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Termo de Guarda ou Adoção: Para mães adotantes ou Guardiãs Legais
É fundamental contar com a ajuda de um advogado previdenciário para garantir que todos os documentos estejam em conformidade e garantir a concessão do benefício.
Além disso, o auxílio de um especialista é crucial em casos mais complexos, como em situações de adoção ou guarda, onde o reconhecimento do vínculo com a criança é fundamental para a obtenção do salário maternidade.
Agora que você sabe a resposta para 6 documentos para requerer o salário maternidade, é recomendado contar com a ajuda de especialistas em direito previdenciário para garantir os seus direitos junto ao INSS.
Bem, fico por aqui e espero ter ajudado.
Mas se você ficou com alguma dúvida é só deixar aqui nos comentários.
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